![]() 1891- 1942, Auschwitz, campo de concentração nazista (Foto: ) |
Roma, 04 ago (SIR) – “A fidelidade a seu povo de Israel sempre foi um elemento vivo em sua existência, reconhecendo em Jesus de Nazaré o Messias, Edith Stein não considerou, como muitos a acusaram, de ter traído seu povo, pelo menos no momento em que a tragédia pesava e humilhava todos os hebreus”.
Quem traça a imagem de Edith Stein, no 70º aniversário de sua morte, é Cristiana Dobner, que fala de uma mulher “extremamente viva e perceptiva”, que rejeitou a fuga e “com firme decisão enfrentou a deportação”, por duas razões que “envolvem e fazem parte de sua vida: a busca da Verdade e a fidelidade a seu povo”. Nascida num família hebraica em 1891, Edith Stein entre no mosteiro das Carmelitas de Colônia (Alemanha) tornando-se irmã Teresa Benedita da Cruz.
Faleceu no campo de concentração de Auschwitz a 9 de agosto de 1942. João Paulo II proclamou-a santa no dia 11 de outubro de 1998. É justamente com Santa Brígida da Suécia e Santa Catarina de Sena, padroeira da Europa. “Declarar hoje Edith Stein co-padroeira da Europa significa colocar no horizonte do velho continente uma bandeira de respeito, de tolerância, de acolhida, que convida homens e mulheres a se compreenderem e a se aceitarem assim como cada um é, sem barreiras étnicas, culturais e religiosas, para formar uma sociedade realmente fraterna”. Com estas palavras João Paulo II, a 1º de outubro de 1999, proclama Santa Teresa Benedita da Cruz, no século Edith Stein, co-padroeira da Europa.
Assim junto com Santa Brígida da Suécia e Santa Catarina de Sena, Edith Stein é chamada a representar aquela santidade que é para a Europa “o segredo de seu passado e a esperança de seu futuro”. Edith Stein, que no cristianismo redescobriu suas raízes judias é, nas palavras de João Paulo II, o exemplo de uma unidade que encontra “fundamento na lei moral universal, inserida no coração de todo homem”.
“Os europeus – escreve João Paulo II – são chamados a se deixar definitivamente para trás as históricas rivalidades que fizeram, muitas vezes, de seu Continente o palco de guerras devastadoras. Ao mesmo tempo, eles devem se comprometer em criar as condições de uma maior coesão e colaboração entre os povos. Diante deles está o grande desafio de construir uma cultura e uma ética da unidade, sem as quais toda política da unidade está destinada, antes ou depois, a fracassar”.













