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Mandela, a última legenda do planeta

Martes, mayo 7th, 2013
07/05/2013  |  domtotal.com
A morte do pai da “nova África do Sul” se aproxima, mas sua imortalidade há muito foi conquistada

Nelson Mandela: contagem regressiva pelo adeus ao grande líder

Por Lev Chaim, de Amsterdã*

Nelson Mandela, de 94 anos, está doente e a sua morte está próxima, ao que tudo leva a crer. Desde que ele deixou o hospital no último dia 6 de abril, vítima de uma forte pneumonia, o mundo não o havia mais visto desde 2012.Isto, até um recente filme colocado no ar pelo partido do Congresso Nacional Africano (CNA), da África do Sul, onde Mandela aparece em sua casa, recostado em uma poltrona, ausente  e frágil, de mãos dadas com o presidente sul-africano, Jacob Zuma, e altos líderes do partido.

Choveram críticas ao governo e à cúpula do partido, acusando-os de hipócritas.Se por um lado, figuras do governo pediam para que se respeitasse a privacidade do pai da “nova África do Sul”, que colocou um fim ao regime de apartheid, agora, eles próprios colocaram no ar um filme em que se vê líderes do partido, com celulares, fazendo fotos  e filmando Nelson Mandela. Até parecia uma despedida privada e antecipada.

As mensagens contra essa exploração “indevida” da imagem de Mandela, que apareceram por todos os cantos, mas principalmente na mídia social, foram pesadas: “total desrespeito”, “exploração barata”, “invasão de privacidade” e outras coisas. Era como se todos dissessem para deixar o doente morrer em paz, pois a sua “imortalidade” já está garantida.

A imprensa holandesa e do resto da Europa não ficaram atrás e publicaram essas críticas, após o lançamento inesperado daquele vídeo. Na África do Sul, embora ninguém fale sobre o assunto abertamente, ficou claro uma coisa: o governo sul-africano, em um sinal de urgência, está se preparando para a morte de Mandela, como se quisesse legitimar tudo o que foi feito e o que será feito, após a sua morte, em nome de sua memória.

Livros sobre a África do Sul sem o carismático Mandela já foram publicados. Em 1997, por exemplo, o jornalista sul-africano, Lester Venter, escreveu “When Mandela Goes” (Quando Mandela se for). Em uma publicação mais recente, sobre o mesmo assunto,do ex-correspondente do jornal The Daily Telegraph, Alec Russel, falou-se dos poderes quase “mágicos” de Mandela, que conseguiu unir o povo sul-africano, fazendo-o acreditar novamente em humanidade.

Para o jornalista Alex Duval Smith, do jornal The Independent, Nelson Mandela é a última legenda viva do planeta. Para o chefe da redação sul-africana da revista Time, Alex Perry, Mandela se tornou o santo do mundo. E Perry lembrou ainda as palavras de Mandela ao sair da prisão, após 27 anos trancado: “Estou aqui não como um profeta, mas como um humilde servidor do povo”. Para Perry, um profeta teria dito aquelas mesmas palavras.

Mas há críticas a essa mistificação toda, em que se declara a quase “infalibilidade” de Mandela. Alega-se que tudo isto acaba servindo aos propósitos do governo, para camuflar os seus erros. Para o ativista do combate à Aids da cidade do Cabo, Nathan Geffen, esta postura impede uma discussão sincera dos sucessos e fracassos do ex-presidente, como por exemplo, a falta de uma política central de combate à Aids nestes últimos 20 anos, o que provocou a morte desnecessária de milhões de sul-africanos.

Segundo analistas sul-africanos da nova geração, “a geração livre”, ou seja, imune aos efeitos da mistificação do ex-presidente, tudo aconteceu porque, na verdade, Mandela nunca comandou de fato o país como presidente, deste o início de seu mandato, em 1994. “Ele era o símbolo da união e reconciliação do povo (voluntariamente ou obrigado), mas as decisões concretas eram tomadas pelo segundo homem do partido, o então futuro presidente, Thabo Mbeki”, dizem eles.

E esses não estão totalmente errados em querer uma análise sincera dos fatos, já que hoje, na África do Sul, 71% da população jovem não têm empregos; além do que, o sistema educacional, de moradia e de saúde estão falidos. E tem mais: a criminalidade no país é uma das mais altas do mundo. De acordo com o programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, a metade da população sul-africana vive abaixo do nível de pobreza.

Com isto, até se entende o por quê desses jovens sul-africanos se  sentirem traídos pela corrupta elite do partido do Congresso Nacional Africano. Para eles, essa elite só pensa em se enriquecer e não cumpre as promessas feitas em campanhas eleitorais. Esses jovens não se sentem gratos à esta “herança” do ex-presidente Nelson Mandela. Enquanto isto, o mundo inteiro também entra em uma contagem regressiva, na mórbida espera pela morte do grande homem.

*Lev Chaim é jornalista, colunista, publicista da FalaBrasil e trabalhou 20 anos para a Radio Internacional da Holanda, país onde mora até hoje. Ele escreve todas as terças-feiras para o Domtotal.

Fotos: Los procesos creativos de las ilustraciones de Perico: Intercambios con la artista Denisse Torena

Jueves, abril 18th, 2013

Donación: Ministerio de Educación y Cultura Visión de Artigas, a 150 años de su muerte

Lunes, marzo 11th, 2013

Devolución de los libros de préstamo

Jueves, diciembre 27th, 2012

Terminamos el año 2012, recibiendo los libros que les prestamos durante el año, durante este mes de  febrero y el mes de marzo los esperamos en la biblioteca a aquellos que aún no han devuelto los libros.

Agradecimientos:

Agradecemos en primer lugar a todos los alumnos que ya han devuelto los libros que tenían en calidad de préstamo.

Agradecemos a las profesoras y a los profesores, la buena voluntad de acercarnos los libros de sus alumnos hasta la biblioteca.

Agradecemos también a aquellos alumnos y aquellos padres que se acercaron a la biblioteca, antes de fin de año a traer el libro que había quedado olvidado en la casa.

Recuerden,  estos libros son muy importantes para nuestros alumnos en el año 2013.

Muchas gracias a todos, les deseamos a todos un buen año 2013.

200 años de los cuentos de los hermanos Grimm

Jueves, diciembre 20th, 2012

Jacob Grimm (Hanau, actual Alemania, 1785-Berlín, 1863) y Wilhelm Grimm (Hanau, 1786-Berlín, 1859). Cuentistas y filólogos alemanes. Conocidos sobre todo por sus colecciones de canciones y cuentos populares, así como por los trabajos de Jacob en la historia de la lingüística y de la filología alemanas, eran los dos hermanos mayores de un total de seis, hijos de un abogado y pastor de la Iglesia Calvinista.

Los hermanos Grimm

Siguiendo los pasos de su padre, estudiaron derecho en la Universidad de Marburgo (1802-1806), donde iniciaron una intensa relación con C. Brentano, quien les introdujo en la poesía popular, y con F. K. von Savigny, el cual los inició en un método de investigación de textos que supuso la base de sus trabajos posteriores. Se adhirieron además a las ideas sobre poesía popular del filósofo J.G. Herder.

Entre 1812 y 1822, los hermanos Grimm publicaron los Cuentos infantiles y del hogar, una colección de cuentos recogidos de diferentes tradiciones, a menudo conocida como Los cuentos de hadas de los hermanos Grimm. El gran mérito de Wilhelm Grimm fue el de mantener en esta publicación el carácter original de los relatos. Siguió luego otra colección de leyendas históricas germanas, Leyendas alemanas (1816-1818). Jacob Grimm, por su parte, volvió al estudio de la filología con un trabajo sobre gramática, La gramática alemana (1819-1837), que ha ejercido gran influencia en los estudios contemporáneos de lingüística.

En 1829 se trasladaron a la Universidad de Gotinga, y de ésta, invitados en 1840 por el rey Federico Guillermo IV de Prusia, a la de Berlín, en calidad de miembros de la Real Academia de las Ciencias. Allí comenzaron su más ambiciosa empresa, el Diccionario alemán, un complejo trabajo (del que editaron solamente el primer volumen) que ha requerido muchas colaboraciones y no se concluyó hasta comienzos de la década de 1860.

Los cuentos de los hermanos Grimm

Los Cuentos infantiles y del hogar fueron publicados entre 1812 y 1822, en tres volúmenes. La colección de cantos populares El cuerno maravilloso del niño, de Armin y Brentano, dieron a los hermanos Grimm la idea de preparar una colección de cuentos populares. Según propósito de los Grimm, esta obra había de ser sobre todo un monumento erigido a la literatura popular, un documento que recogiese de boca del pueblo lo poco que se había salvado de la gran producción medieval germánica y que constituía la tradición nacional que suponían perdida.

Fuente: biografías